Olhos coloridos, mãos cheias de terra,
sorrisos cheios de vida e ouvidos
atentos.
As mudinhas vão nas mãos,
a terra no pote e a satisfação de ser
'eu' que planta,
sujeito principal daquela ação.
A vida que se principia,
gerando e continuando a vida.
O ciclo de nós, cultivando o mundo.
Nas pequenas mãos,
garrafinhas com água que acaba sede,
e mostra o cuidado, desde tão sempre
em nós,
o cuidado transborda e encharca a
terra, sufoca nossas raízes.
Por fim, o olhar brilhante de se ver
na terra,
de se(ve)r Gaia.
Parte de tudo, sujeito ativo do
milagre diário da vida.
Das folhas que crescem por que o sol
brilha,
dos frutos que nascem e alimentam a
boca,
das flores que abrem e saciam os olhos.
das flores que abrem e saciam os olhos.
