terça-feira, 13 de setembro de 2016

Gaia

Olhos coloridos, mãos cheias de terra,
sorrisos cheios de vida e ouvidos atentos.
As mudinhas vão nas mãos,
a terra no pote e a satisfação de ser 'eu' que planta,
sujeito principal daquela ação.

A vida que se principia,
gerando e continuando a vida.
O ciclo de nós, cultivando o mundo.
Nas pequenas mãos,
garrafinhas com água que acaba sede,
e mostra o cuidado, desde tão sempre em nós,
o cuidado transborda e encharca a terra, sufoca nossas raízes.

Por fim, o olhar brilhante de se ver na terra,
de se(ve)r Gaia.
Parte de tudo, sujeito ativo do milagre diário da vida.
Das folhas que crescem por que o sol brilha,
dos frutos que nascem e alimentam a boca,
das flores que abrem e saciam os olhos. 

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