terça-feira, 13 de setembro de 2016

Gaia

Olhos coloridos, mãos cheias de terra,
sorrisos cheios de vida e ouvidos atentos.
As mudinhas vão nas mãos,
a terra no pote e a satisfação de ser 'eu' que planta,
sujeito principal daquela ação.

A vida que se principia,
gerando e continuando a vida.
O ciclo de nós, cultivando o mundo.
Nas pequenas mãos,
garrafinhas com água que acaba sede,
e mostra o cuidado, desde tão sempre em nós,
o cuidado transborda e encharca a terra, sufoca nossas raízes.

Por fim, o olhar brilhante de se ver na terra,
de se(ve)r Gaia.
Parte de tudo, sujeito ativo do milagre diário da vida.
Das folhas que crescem por que o sol brilha,
dos frutos que nascem e alimentam a boca,
das flores que abrem e saciam os olhos. 

Nós que (nos) desatamos

Caminhando por novos lugares,
Descobrindo a cada dia um novo modo de andar
Olhar
Perceber

Cada ser carrega em si dúvidas,
Sobre que caminhos seguir,
Sobre certezas,
Sobre verdades

Todas as perguntas formam um emaranhado
E é isso que é viver,
Enrolar mais algumas coisas,
E desatar mais outras

Cada experiência, interação
Cria um mundo que se refaz, desfaz
Deixando novos destinos a escolher,
Então não tão destinados a ser.

Nos fazemos nos laços,
Criando uma rede que nos sustenta,
Define,
Amarra...

Assim, a experiência diária,
Do mundos novos,
Nos possibilitam crescer,
Aprender,
E resolver os nós que incomodam,
E saber quais são os que nos definem.